segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

When I met Sarah Palin...


by Péricles Carvalho
Maio de 2011, Philadelphia.


Dois jovens universitários planejaram uma viagem pelos Estados Unidos, uma mestranda finlandesa e um graduando brasileiro. Em um dos muitos memoriais à história dos Estados Unidos espalhados pelas cidades fundadoras do país, eis que um aglomerado de repórteres e helicópteros sobrevoam uma praça inteira.

"The Protester"


A new documentary is coming soon - here is a kind of teaser of
"The Revolution is Love", Occupy Wall Street soul captured - ideas of community, love and a 'sharing society'. Nothing really new, I think it is a hipster recovered 60s package

The occupation in New York is one of a lot of manifestations around the world. 
In the case of Occupy Wall Street, protesters were forced by the cops (and the cold wind) to get out of the Financial District in the south of Manhattan. But in Egipt protesters still fighting in the streets and the same is happening in Bahrein: they are involved in a revolution for democracyNot only Time Magazine, but also respected thinkers like Eric Hobsbawn, said that 2011 is the year of the protesters.  We don't know how's it going to end, what kind of effects those protesters can hold in their hands and what are the next steps. But for now, they are the evidence that I need to say: my generation can do something in the world.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Entrevista: “Ter uma mulher no poder não é necessariamente o que queremos”


Estudiosa canadense afirma que os avanços registrados na última década em relação aos direitos da mulher devem funcionar como motivação para que a luta continue

No Brasil para uma série de palestras na Universidade Federal de Goiás (UFG) em meados do 2º semestre de 2011, a professora e pesquisadora do Departamento de Estudos Políticos da Universidade de Winnipeg, Shannon Sampert, afirma que ao longo dos anos foi criado um estereótipo negativo em relação ao feminismo e que ainda há muito a serconquistado.

Nessa entrevista, Sampert, que também é jornalista e comentarista de rádios e canais de TV no Canadá, falou sobre aborto, mídia, política e disse que ter uma presidentemulher no Brasil não diminui a luta pela igualdade de direitos e nemrepresenta, necessariamente, um objetivo do movimento feminista.
Carlos Siqueira / Ascom-UFG
A sra já estuda o tema “feminismo e política” há bastante tempo. Na sua visão, atualmente as mulheres e ativistas estão um tanto quanto receosas em relação à identificação como feministas. Porquê?

Sim, e eu não acho que isto é algo novo, eu acredito que é um problema que vem de muito tempo atrás. Uma das razões para isso é que quando você utiliza o termo “feminista” existe sempre uma reação negativa. A resposta típica quando usamos o termo é de que nós odiamos os homens, somos lésbicas ou não temos senso de humor. Então, porque as mulheres vão querer se identificar com algo que é visto de modo negativo?

Esta é uma consciência criada pela mídia e pelo patriarcalismo para associar o feminismo como irregular, fora das normas sociais, contra a sociedade, ao invés de reconhecer que existe um movimento social que é importante e que luta pela igualdade de gênero.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

"the kind of Journalism"

"I have often tried to tell the story of a place through people there."1




Talking about the kind of journalism that can change something in the world. It's all about people - a fight against human rights abuses around the world. Better than repeat statistics is find specific stories that may touch the audience, being out the "news chain machine".
Links:
Reporter, the movie.
Facing History and Ourselves, lessons of Journalism about Reporter.

The news media's silence, particulary television news, is reprehensible. If we knew as much about Darfur as we do about Michael Jackson, we might be able to stop these things from continuing.
2


1 and 2: Quotes of Nicholas Kristof.

domingo, 4 de dezembro de 2011

"Blessed are those who dwell in your house"

There's no way to look at churches without see the skies. The buildings with huge mosaics, the watch towers and the heavy bells. The rituals and organs, a choir; lifting voices in order - worshiping. 

What's the future of faith? What's the importance of churches? 

Art and holiness are in the same place. In the middle of the urban context, churches are houses of silence and meditation, an oasis of details and references. 

Click in the pictures to see the slideshow.








PHOTOS: Cathedral of St. John Divine, NYC.


sábado, 26 de novembro de 2011

Entre morros e asfalto 2


E era como num conto da literatura fantástica. Em poucos segundos deixa-se lá embaixo toda a beleza pasteurizada de carros importados e cenários de novelas burguesas. Sobe-se rápido, via escada ou elevador. Num piscar de olhos já é possível enxergar – na mesma altura – coberturas com suas piscinas típicas de uma cidade tropical e amontoados urbanos no concreto nu, desafiando a gravidade, alicerces incrustados nas pedras.

“Por aqui é assim, meu irmão. Do morro pro asfalto, não existe movimento contrário”, me dizia um senhor, sobrevivente da falta de saneamento básico, que apesar das dores sobe e desce escadas todos os dias, e enxerga na paisagem exuberante da cidade um motivo apenas para manter-se feliz em estar ali. Paisagem esta que é o único sinal de democracia, de bem coletivo.

As cidades são organismos vivos, aparelhos que fazem parte do nosso dia-a-dia, que se tornam parte de quem somos. Não conseguimos nos desvencilhar dos emaranhados urbanos; nos dias atuais, arriscaria dizer que os complexos “urbanóides” constituem o que há de mais humano. As ruas são veias abertas, avenidas, artérias, e tudo pulsa numa cadência única enquanto cruzamos os sinais e abrimos caminho para a fumaça e a pressa.

Talvez por isso, apenas o peregrino consiga enxergar as dicotomias com um olhar, digamos, mais perplexo, sem o cotidiano corrido e o olhar no relógio e nos aparelhos modernos de comunicação. Como já disse, dali do alto era possível enxergar a democratização da beleza que se vê, mas infelizmente, a desigualdade em relação ao local a partir do qual se vê tal paisagem – pode ser um condomínio de luxo, ou então uma laje quente qualquer.

Dizem que por lá existem agora unidades pacificadoras – mais um elemento digno de contos fantásticos, que tem seus méritos, é claro. Funcionam como torres de vigia, expulsando qualquer tentativa de organização paralela. São de fato necessárias, ao menos até que algo realmente seja feito.

Partir do real, da dureza do dia-a-dia de quem precisa descer até “o asfalto” para buscar um medicamento qualquer na farmácia. Chegar ao insólito, às paisagens, o contexto de guerra instaurado nas alturas – nem todas as elevações permitem a entrada de tanques.

Nenhum lugar é tão paradoxal; em geral o que é diferente, o que é questionável, sempre se estabelece além das muralhas dos condomínios e clausuras burguesas. É uma maneira de colocar cada um no seu devido lugar, separados, marginalizados.  Mas ali tudo é diferente, existe um espaço geográfico propício para que as maiores desigualdades sejam visíveis a olho nu e convivam no mesmo local, de modo que não se misturam, assim como água e óleo.

Talvez lá de baixo não consigam enxergar as miudezas das vielas e a dureza de cada degrau que leva tantos à violência no alto dos morros. As balas são muitas vezes o único vestígio, um grito, talvez.

Mas o que o peregrino vê ali tem ainda mais relação com o fantástico justamente por se tratar de dois mundos separados por uma simples elevação. Talvez por isso histórias de amor entre pessoas do asfalto e do morro soem como um “Romeu e Julieta” contemporâneo.

Não há uma mistura aparente. Não há uma ligação íntima visível. As cores se diferem: ao nível do mar estão os brancos bem nascidos e aos negros sobraram as montanhas cheias de labirintos.

Não que não tenha conhecimento da desigualdade social. Mas é que naquela cidade, ao olhar para cima, eu não vejo apenas o céu, vejo a injustiça cometida por nós mesmos amontoada, desafiando a gravidade, mas, certamente, passando despercebida para os olhares viciados dos moradores daquele lugar.

É preciso construir cidadania e dar condições favoráveis para que as famílias amontoadas nos morros possam ter um futuro. É isso é algo que vai além dos castelinhos construídos pela polícia pacificadora. “Paz” vai além de ausência de tiros – é um conceito muito amplo, que exige outros esforços.

A loucura dos morros preenchidos por concreto precisa de soluções dignas do realismo fantástico. É preciso devolver a dignidade àqueles que escalam as pedras para chegar a suas casas. É preciso partir de vez para o insólito que já permeia a história da cidade maravilhosa, afinal, tudo ali é desafiador, não usual. É preciso mudança, transformação, e este é o momento para isso.

Morro do Cantagalo, Rio de Janeiro, novembro de 2011.

"Entre morros e asfalto" (PHOTOGRAPHY)

Click in the pictures to see the slideshow.

O Cristo visto de Botafogo

A vendedora de flores

De Ipanema: o morro

Ipanema Beach

Comunidade do Cantagalo

Na entrada do Cantagalo, o mural de recados

Pelas escadas da favela

Edificações

Subindo e descendo

Do Cantagalo, o paraíso tropical

Cantagalo

Gravidade